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A IMPORTÂNCIA DO PROTETOR SOLAR PARA MANTER A PELE BONITA E SAUDÁVEL

A Importância do Protetor Solar para Manter a Pele Bonita e Saudável

Sabemos que o protetor solar é um produto essencial para manter a sua pele bonita, protegida e saudável, não só no verão, mas em todas as estações do ano.

As radiações solares UVA e UVB são fontes poderosas de radicais livres que levam ao envelhecimento precoce da pele, doenças de pele, hipercromias – manchas escuras – e até câncer de pele, além de possuírem efeito imunossupressor afetando diretamente sua qualidade de vida e a sua saúde.

A seguir estão os principais motivos para a utilização diária e ininterrupta dos protetores solares para a manutenção da pele bonita e saudável.

A RADIAÇÃO SOLAR AUMENTA A EXPRESSÃO DE MMP-1 E DESTRUIÇÃO DO COLÁGENO

O colágeno é a principal proteína dérmica e sua renovação está relacionada à expressão das enzimas metaloproteinases de matriz – MMP – enzimas proteases que degradam os vários tipos de colágeno da pele, em especial os colágenos tipo 1 e 3, sendo produzidas por fibroblastos e outras células principalmente mediante estímulo inflamatório. A radiação solar é apontada como uma das principais causas de estímulo da expressão de MMP e consequentemente da degradação do colágeno estando relacionada aos sinais clínicos do envelhecimento da pele e fotoenvelhecimento como flacidez da pele rosto, rugas do rosto, linhas de expressão e manchas escuras da pele e até o câncer de pele.

Avaliação do Impacto da Radiação UVA e UVB na Expressão de Metaloproteinases

Um estudo publicado pelo Photochemistry and Photobiology avaliou se as radiações UVA e UVB induzem o aumento de MMP-1 na pele após a fotoexposição. O estudo foi realizado com 6 participantes, homens e mulheres, com idades entre 25 e 40 anos submetidos a fonte artificial de radiação UVA e UVB para verificar o aumento de MMPs e qual seria a MMP mais significativa após exposição a estas radiações.

A Radiação Solar Induz a Super Expressão de Metaloproteinases de Matriz

O estudo constatou que após irradiação UVA e UVB foi detectado um aumento expressivo na concentração de MMPs, principalmente da MMP-1 ou metaloproteinase 1, que poderia atingir concentrações de no mínimo 1,8 microgramas/mL. Sendo assim os cientistas concluiram que as radiações UVA e UVB promovem a superexpressão principalmente de MMP-1 levando à degradação do colágeno e consequentemente sinais de envelhecimento como rugas no rosto, flacidez e linhas de expressão.

As MMP-1 são enzimas proteolíticas também conhecidas como colagenases intersticiais ou colagenases fibloblasticas que tem como substrato os colágenos tipo 1, colágeno tipo 3 e colágeno tipo 2 (este último não relacionado à pele).

LUZ AZUL CAUSA MANCHAS ESCURAS NA PELE

A luz azul é um dos comprimentos de onda mais curtos do espectro visível e segundo estudos científicos mais recentes, tem sido associada à indução da hiperpigmentação duradoura da pele, ou seja, hiperpigmentação da pele do rosto.

Um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology revelou que a Opsina-3 é um sensor chave presente nos melanócitos e responsável pela hiperpigmentação da pele induzida pelos comprimentos de onda mais curtos da luz visível, como a luz azul.

A Melanogênese é Induzida Através da Interação Opsina-3 e Luz Azul

A luz azul, segundo este estudo, é capaz de induzir a melanogênese através da ativação da Opsina-3 com consequente aumento das enzimas responsáveis pela melanogênese como a tirosinase e a do pacromatautomerase. A luz azul ainda é capaz de induzir a formação de um complexo proteico formado por tirosinase e do pacromotautomerase que é formado principalmente em melanócitos de indivíduos com pele mais escura levando a indução de uma atividade mais sustentada da tirosinase, o que explica o fato de a hiperpigmentação duradoura da pele se muito mais comum em peles fototipo III ou superior após irradiação por luz azul. Desta forma, a Opsina-3 funciona como um sensor para a pigmentação pela luz visível e luz azul.

O melasma é um problema de pele multifatorial que consiste no aumento do teor de melanina em uma ou mais camadas da pele e que em geral é de difícil tratamento e que exige produtos dermocosméticos para melasma específicos e de alta potência e ingredientes concentrados. Dentre as causas do melasma está a luz azul que, segundo uma série de estudos tem revelado poder estimular a produção de melanina de forma duradoura e persistente. Ainda ao contrário do que se acredita a luz azul não é apenas a luz azul emitida por aparelhos como celular, tela de televisão, tela de computadores e outros, mas é um tipo de radiação presente sempre que houver iluminação, ou luz visível, seja esta emitida por aparelhos ou pelo sol.

Estudo Comprova a Relação entre Luz Azul e a Hiperpigmentação Persistente

Segundo estudo publicado pelo Pigment Cell Melanoma Research em 2014 a hiperpigmentação causada pela luz azul é mais persistente que a causada pela radiação UVB.

O estudo foi realizado com 11 voluntários, que receberam doses padronizadas de radiação UVB e de luz azul na pele desprotegida.

Ao final do estudo foi constatado que a pigmentação da pele induzida por UVB após 24 horas foi menor que a pigmentação induzida por UVB + visível (luz azul) após o mesmo período.

Também foi obtido um valor substancial de IPD (immediate pigment darkening) após 1 hora após a exposição à luz azul, seguida por uma hiperpigmentação amarronzada, manchas escuras da pele, que se manteve presente até o final do estudo em 22 dias.

Luz Azul Pode Manchar a Pele por até 3 Meses

A diferença na permanência da pigmentação por luz azul foi comprovada após 3 meses onde 11 voluntários ainda apresentavam marcas de hiperpigmentação da pele na área exposta à luz azul provando ser mais persistente que a hiperpigmentação induzida por UVB.

Assim os cientistas concluíram que a exposição desprotegida à luz azul causa hiperpigmentação mais persistente que a causada pela radiação UVB podendo se manter por até 3 meses.

PROTETORES SOLARES MULTIFUNCIONAIS SÃO O SEGREDO PARA UMA PROTEÇÃO COMPLETA

As radiações solares UVA e UVB são fontes poderosas de radicais livres que são moléculas com elétrons desemparelhados e capazes de subtrair o elétron faltante de outras moléculas estáveis causando danos celulares estruturais e funcionais que podem levar à diversas patologias e ao envelhecimento celular. Antioxidantes, por sua vez, são substâncias capazes de neutralizar os radicais livres através da doação de elétrons para moléculas instáveis – com elétrons desemparelhados – no sentido de trazê-las para o estado de normalidade e estabilizá-las e assim reduzir seu potencial destrutivo.

Um estudo publicado pelo Journal of Investigative Dermatology Symposium Proceedings avaliou se a adição de antioxidantes naturais aos protetores solares possuem efeito anti-idade e protetor da imunossupressão induzida por UV e se portanto poderiam aumentar ou potencializar a proteção solar quando adicionados aos protetores solares, os chamados protetores solares com antioxidantes, no caso antioxidantes naturais.

Estudo Comprova a Eficácia dos Protetores Solares com Antioxidantes Naturais

O estudo foi realizado com 5 participantes com idades entre 18 e 40 anos sob exposição a uma fonte artificial de radiações UVA e UVB e aplicação de um protetor solar FPS 25 com antioxidantes naturais e um protetor solar FPS 25 sem antioxidantes para avaliar a eficácia da adição de antioxidantes naturais em formulações de protetores solares.

Após avaliação dos resultados foi constatado que a adição de antioxidantes aos protetores solares diminui a produção de MMP-1 (matrix metalloproteinase-1) em 60% enquanto que o protetor solar sem antioxidantes diminui esta produção em apenas 43%. Também foi constatado que o protetor solar com antioxidantes naturais levou a uma maior diminuição na quantidade de Células de Langerhans (marcadores de imunossupressão induzida por UV) do que o protetor solar sem antioxidantes.

Protetores Solares com Antioxidantes Naturais Protegem Mais a Pele

Sendo assim os cientistas concluíram que a adição de antioxidantes naturais aos protetores solares aumenta a proteção do colágeno da pele e reduz a imunossupressão induzida pelas radiações UVA e UVB.